As 10 criptomoedas que mais subiram em 1 ano entre as 100 maiores
Entre as 100 maiores por capitalização, só 17 de 68 criptos subiram em 12 meses. Veja as dez maiores altas, de 89% a 1.800%, com fonte, método, o contexto de cada uma e o que o ranking não permite concluir.

Resposta direta
Entre as 100 maiores criptomoedas por capitalização de mercado, as dez que mais subiram nos últimos 12 meses foram, nesta ordem, AKEDO (AKE), Venice Token (VVV), Zcash (ZEC), JUST (JST), Rain (RAIN), Quant (QNT), NEAR Protocol (NEAR), Hyperliquid (HYPE), WhiteBIT Coin (WBT) e Monero (XMR). As altas vão de 89% a cerca de 1.800%.
O contexto importa tanto quanto a lista: no mesmo período, o Bitcoin caiu 24%, o Ethereum caiu 39% e a criptomoeda típica do top 100 perdeu cerca de um terço do valor. Só 17 de 68 ativos com histórico de um ano terminaram no positivo. Este texto mostra os números, as fontes e o que eles não permitem concluir.
Como este recorte foi feito
O que é medido: a variação do preço em dólares entre o momento da consulta e o mesmo momento um ano antes. É uma comparação de dois pontos, sem considerar o caminho entre eles.
Período: de 18 de outubro de 2025 a 18 de outubro de 2026. Dados consultados em 18 de outubro de 2026, às 18h47 (UTC).
Escopo: as 100 maiores criptomoedas por capitalização de mercado no dia da consulta, mercado global, em dólares dos Estados Unidos.
Fonte: API pública da CoinGecko — campo de variação de 1 ano do endpoint de mercados, complementado pelo histórico diário de 365 dias de cada moeda da lista.
Método: das 100 posições, saíram 16 stablecoins (moedas atreladas ao dólar, como USDT e USDC) e 10 ativos tokenizados do mundo tradicional — ouro, fundos de títulos públicos e cotas de fundos, como o BCAP, da Blockchain Capital. Eles seguem o preço de outro ativo e não são comparáveis. Sobraram 74 criptoativos; 6 deles não têm um ano de histórico de preço (Canton, Bitway, Lighter, Pearl, Stable e Midnight) e também ficaram de fora. O ranking compara os 68 restantes.
Limitações: a lista parte do top 100 de hoje, o que favorece quem subiu; o resultado muda conforme a data de corte; e capitalização não é dinheiro que entrou no ativo. Esses pontos são detalhados no fim do texto.
As 10 maiores altas em números
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AKEAKEDOAlta em 1 ano+1.801%CapitalizaçãoUS$ 670 milhões95ª posiçãoÚltimos 30 dias+6,8%−80% da máxima - 2
VVVVenice TokenAlta em 1 ano+1.354%CapitalizaçãoUS$ 1,06 bilhão72ª posiçãoÚltimos 30 dias−19,7%−37% da máxima - 3
ZECZcashAlta em 1 ano+414%CapitalizaçãoUS$ 18,5 bilhões10ª posiçãoÚltimos 30 dias−24,8%−66%* da máxima - 4
JSTJUSTAlta em 1 ano+335%CapitalizaçãoUS$ 1,09 bilhão71ª posiçãoÚltimos 30 dias+16,9%−30% da máxima - 5
RAINRainAlta em 1 ano+152%CapitalizaçãoUS$ 6,5 bilhões19ª posiçãoÚltimos 30 dias−31,0%−53% da máxima - 6
QNTQuantAlta em 1 ano+127%CapitalizaçãoUS$ 2,74 bilhões40ª posiçãoÚltimos 30 dias+198,7%−56% da máxima - 7
NEARNEAR ProtocolAlta em 1 ano+124%CapitalizaçãoUS$ 6,22 bilhões20ª posiçãoÚltimos 30 dias+27,7%−77% da máxima - 8
HYPEHyperliquidAlta em 1 ano+120%CapitalizaçãoUS$ 17,2 bilhões11ª posiçãoÚltimos 30 dias−14,9%−21% da máxima - 9
WBTWhiteBIT CoinAlta em 1 ano+94%CapitalizaçãoUS$ 9,4 bilhões15ª posiçãoÚltimos 30 dias−4,5%−10% da máxima - 10
XMRMoneroAlta em 1 ano+89%CapitalizaçãoUS$ 11,1 bilhões13ª posiçãoÚltimos 30 dias+4,0%−26% da máxima
Fonte: CoinGecko, consulta em 18 out. 2026. Variações em dólares. *A máxima histórica do Zcash registrada pela CoinGecko é do primeiro dia de negociação, em outubro de 2016, com liquidez mínima; no período analisado, o pico de fechamento diário foi de cerca de US$ 1.653, em 27 de setembro de 2026.
Para comparação: o Bitcoin variou −24,0% e o Ethereum −38,8% no mesmo recorte. A mediana dos 68 criptoativos foi de −35,5%, e 16 deles caíram mais de 50%. O 11º colocado, Morpho (MORPHO), subiu 26% — um degrau grande em relação ao décimo.
1. AKEDO (AKE)
O AKEDO se apresenta como uma plataforma de inteligência artificial para criar jogos a partir de comandos em linguagem natural, na BNB Chain. É a maior alta da lista e também o caso mais extremo: no histórico diário da CoinGecko, o preço caiu até cerca de US$ 0,00019 em 31 de março de 2026 e chegou a US$ 0,065 em 20 de setembro — uma multiplicação de mais de 300 vezes em menos de seis meses.
Desde então, perdeu mais da metade do valor. Três números pedem cautela: apenas 23% da oferta máxima está em circulação, o que deixa espaço para novas emissões; o volume negociado em 24 horas era de cerca de US$ 8 milhões, pouco para uma capitalização de US$ 670 milhões; e a moeda ocupa a 95ª posição, na borda do recorte.
2. Venice Token (VVV)
O VVV é o token da Venice, serviço de inteligência artificial que promete não guardar as conversas dos usuários. O token dá acesso à capacidade de processamento da plataforma por API. Parte da alta foi associada pela imprensa especializada a queimas de tokens e cortes programados de emissão, que reduzem a oferta nova.
O preço chegou à máxima de US$ 34,53 em 21 de setembro de 2026 e estava 37% abaixo dela na consulta. Cerca de 60% da oferta já circula, e o volume diário, perto de US$ 13 milhões, é baixo para o tamanho do ativo.
3. Zcash (ZEC)
O Zcash é uma criptomoeda de 2016 voltada à privacidade: usa provas de conhecimento zero para permitir transações em que remetente, destinatário e valor ficam ocultos. Tem oferta máxima de 21 milhões de unidades, como o Bitcoin.
É a maior alta entre as moedas grandes: a capitalização passou de cerca de US$ 3,6 bilhões para US$ 18,5 bilhões, e o ZEC chegou à 10ª posição do ranking. Um marco do período foi o início da negociação do ETF de Zcash da Grayscale na NYSE Arca, em 25 de agosto de 2026, que abriu acesso ao ativo pela bolsa americana. Mesmo assim, o ZEC caiu 25% nos últimos 30 dias, o que mostra como a volatilidade continua alta.
4. JUST (JST)
O JST é o token de governança do JUST, conjunto de serviços de finanças descentralizadas da rede TRON, como a plataforma de empréstimos JustLend. O projeto usa parte da receita para recomprar e queimar tokens em rodadas periódicas; a quinta rodada, concluída em 17 de outubro de 2026, destruiu cerca de 170 milhões de JST, segundo o próprio projeto.
A trajetória foi diferente das outras: o ponto mais baixo do ano foi o primeiro dia da janela, e a máxima do período, de US$ 0,143, veio em 10 de outubro de 2026. O token depende de um ecossistema muito ligado a uma única rede e a seu fundador, Justin Sun.
5. Rain (RAIN)
O Rain é um protocolo de mercados de previsão e opções na rede Arbitrum, em que qualquer pessoa pode criar mercados sobre eventos. Parte do volume negociado na plataforma é destinada à recompra do token, segundo a descrição do projeto.
É a moeda desta lista que mais pede verificação. A capitalização de US$ 6,5 bilhões convive com um volume diário de cerca de US$ 18 milhões — menos de 0,3% do valor de mercado. A CoinGecko não registrava a capitalização do Rain um ano atrás, e um desbloqueio de tokens em outubro de 2026 levou a fatia em circulação para cerca de 62%. O preço está 53% abaixo da máxima de agosto.
6. Quant (QNT)
O Quant desenvolve o Overledger, software para conectar redes de blockchain entre si e com sistemas bancários. O QNT é usado para pagar licenças e serviços da plataforma.
Quase toda a alta veio no último mês. Em 24 de setembro de 2026, a The Clearing House — empresa dos grandes bancos americanos que opera sistemas de pagamento dos EUA — escolheu a Quant para a camada de interoperabilidade da sua rede de depósitos tokenizados, prevista para o primeiro semestre de 2027. O QNT subiu 199% em 30 dias. No histórico diário da CoinGecko, o token valia cerca de US$ 61 em 18 de setembro de 2026 — 28% menos do que um ano antes —, chegou a US$ 287 em 1º de outubro e recuou para US$ 188 na consulta.
7. NEAR Protocol (NEAR)
O NEAR Protocol é uma rede para aplicações e contratos inteligentes, com foco recente em agentes de inteligência artificial. Depois de cair até cerca de US$ 0,96 em fevereiro de 2026, o token se recuperou. A alta de 124% em um ano foi acelerada em outubro, com subida de 28% em 30 dias, em meio a uma proposta de redução da emissão de novos tokens e a notícias do ecossistema.
Mesmo com o resultado, o NEAR está 77% abaixo da máxima histórica, de janeiro de 2022. Uma alta grande em 12 meses pode ser só uma recuperação parcial de uma queda maior. A trajetória completa está no artigo NEAR Protocol: passado, presente e futuro.
8. Hyperliquid (HYPE)
A Hyperliquid é uma corretora descentralizada de derivativos com blockchain própria. Quase todas as taxas cobradas dos usuários vão para um fundo que recompra HYPE no mercado; o total recomprado passou de US$ 1 bilhão em 2026, segundo a DL News.
A máxima histórica foi de US$ 97,98, em 23 de setembro de 2026. Um ponto importante: a capitalização de US$ 17,2 bilhões corresponde a menos de um quarto do valor totalmente diluído, de cerca de US$ 74 bilhões. Ou seja, a maior parte dos tokens ainda não circula. A plataforma também opera com alavancagem, o que a expõe a eventos de liquidação em massa.
9. WhiteBIT Coin (WBT)
O WBT é o token da corretora WhiteBIT, fundada na Ucrânia. Dá descontos em taxas e outros benefícios na plataforma, e a empresa informa que usa parte da receita de negociação para queimar tokens. Estava apenas 10% abaixo da máxima, registrada em 21 de setembro de 2026.
Como todo token de corretora, o WBT depende diretamente da saúde, das regras e da situação regulatória de uma única empresa. O volume diário, perto de US$ 60 milhões, é baixo para uma capitalização de US$ 9,4 bilhões, e a capitalização equivale a cerca de 40% do valor totalmente diluído.
10. Monero (XMR)
O Monero é uma das criptomoedas de privacidade mais antigas, lançada em 2014. Ao contrário do Zcash, a privacidade é obrigatória em todas as transações. O XMR renovou a máxima histórica em janeiro de 2026, a US$ 797,73, e estava 26% abaixo dela na consulta.
As moedas de privacidade convivem com um risco próprio: várias corretoras já retiraram esses ativos de negociação por exigência de reguladores, o que pode reduzir a liquidez de uma hora para outra.
O que os dados mostram
Um ano de queda para a maioria. A janela começa poucos dias depois do recorde do Bitcoin, em 6 de outubro de 2025 — o início do bear market atual. Por isso, as dez altas são exceções: 51 dos 68 criptoativos caíram, e a mediana foi de −35,5%.
Temas que se repetem. Privacidade (Zcash e Monero); tokens com recompra ou queima financiada por receita (Hyperliquid, JUST, WhiteBIT, Venice e Rain); inteligência artificial (AKEDO e Venice); e infraestrutura para bancos (Quant). São padrões observados nesta lista, não uma regra sobre o que vai subir.
Muitos picos recentes. Nove das dez moedas atingiram o maior fechamento do período entre 25 de agosto e 12 de outubro de 2026; só o Monero teve o pico em janeiro. Sete delas já estavam mais de 10% abaixo desse pico na consulta. Uma diferença de poucas semanas na data de corte mudaria bastante os percentuais.
As maiores altas estão nas moedas menores. Três das quatro primeiras colocadas — AKEDO, Venice e JUST — valem perto de US$ 1 bilhão ou menos e estão entre as posições 71 e 95 do ranking. Nessa faixa, menos dinheiro é necessário para mover o preço — para cima e para baixo.
O que os dados não permitem concluir
Que essas moedas vão continuar subindo. Desempenho passado não indica retorno futuro. Várias delas já caíram 20% a 80% desde as máximas recentes.
Que o top 100 de um ano atrás teria o mesmo resultado. A lista parte das maiores de hoje. Moedas que subiram muito entraram no top 100 justamente por terem subido; as que caíram muito saíram e não aparecem. É o chamado viés de sobrevivência. AKEDO, Venice e JUST, por exemplo, valiam entre US$ 37 milhões e US$ 310 milhões um ano atrás.
Que alguém ganhou esses percentuais. A conta compara dois preços. Quem comprou no meio do caminho, perto das máximas de setembro, pode estar no prejuízo.
Que o valor de mercado é dinheiro investido. Capitalização é preço vezes oferta em circulação. Com volume baixo e boa parte da oferta ainda travada, o número pode exagerar o quanto o mercado realmente sustentaria. Veja o que a capitalização mede e o que ela omite.
Que os números são exatos. O campo de 1 ano da CoinGecko é calculado no instante da consulta. Calculando com fechamentos diários, os percentuais mudam um pouco (o AKEDO, por exemplo, fica perto de +1.716%), sem alterar a ordem das dez primeiras.
Checklist para iniciantes
- Olhe a variação em 30 dias e a distância da máxima: uma alta anual pode ter acontecido toda no último mês ou já ter devolvido boa parte.
- Compare a capitalização com o volume diário. Volume muito baixo indica que pode ser difícil vender sem derrubar o preço.
- Confira quanto da oferta já circula. Desbloqueios futuros colocam novos tokens no mercado.
- Pergunte de quem o ativo depende: uma corretora, uma empresa, um fundador ou um regulador.
- Desconfie de listas de "maiores altas" sem data, fonte e método. Confirme os números na data em que for decidir.
- Não use reserva de emergência e não entre por medo de ficar de fora. Leia sobre risco e disciplina antes.
Perguntas frequentes
Qual criptomoeda mais subiu em 1 ano entre as 100 maiores?
O AKEDO (AKE), com alta de cerca de 1.800% entre 18 de outubro de 2025 e 18 de outubro de 2026, segundo a CoinGecko. Ele também já caiu mais da metade desde a máxima de setembro de 2026.
Por que Bitcoin e Ethereum não estão na lista?
Porque caíram no período: −24% e −39%, respectivamente. A janela começa perto do recorde do Bitcoin de outubro de 2025.
Por que stablecoins e ouro tokenizado ficaram de fora?
Porque acompanham o preço de outro ativo — o dólar, o ouro ou um fundo — e não são comparáveis com criptomoedas de preço livre. A cota tokenizada BCAP, por exemplo, subiu 302%, mas representa participação em um fundo de capital de risco.
Com que frequência essa lista muda?
Diariamente. Como a janela de um ano se move a cada dia e várias dessas moedas oscilam mais de 10% em uma semana, a ordem pode mudar em poucos dias. Para acompanhar o mercado, use o painel da Cripto View.
Conteúdo informativo e educacional. Não constitui recomendação de investimento, oferta ou solicitação de compra ou venda de ativos.
Fontes: CoinGecko — dados de mercado (variação de 1 ano); CoinGecko — histórico diário; Grayscale — início do ETF de Zcash (25 ago. 2026); FinTech Futures — The Clearing House escolhe a Quant (set. 2026); DL News — recompras da Hyperliquid; TechFlow — quinta recompra e queima de JST (out. 2026); Crypto Briefing — máxima do VVV (set. 2026); CryptoTicker — desbloqueio do Rain (out. 2026). Consulta realizada em 18 out. 2026.
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